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Estratégias e técnicas de Intervenção inovadoraspara o Abandono de Poços



Um ambiente desafiador, porém, promissor para o desenvolvimento de técnicas inovadoras para a área de abandono de poços se desenha no mercado de O&G do Brasil. Diante da quantidade prevista e da grande variedade de condições às quais muitos poços se encontram, várias abordagens e estratégias de intervenção deverão ser usadas para o abandono de poços.


Neste contexto, não haverá uma única abordagem ou técnica para todas as intervenções de abandono, principalmente no ambiente onshore. Na verdade, tudo indica que as intervenções que se utilizarem da combinação equilibrada (custo-benefício) de várias técnicas e abordagens terão maiores índices de sucesso. Estas combinações, se bem planejadas, poderão trazer vários benefícios através da otimização do tempo-custo da intervenção assim como redução significativa nos riscos relacionados ao controle , integridade de poço e segurança da operação.


Em um cenário com total aderência aos requerimentos regulatórios para abandono de poços, a intervenção pode ser categorizada em 2 tipos:

  • Com sonda: onde é necessário a remoção da completação existente para então instalar os CSBs (Conjunto Solidário de Barreira) nas quantidades e profundidade indicadas. Para tal, uma sonda de intervenção ou workover deverá ser utilizada para a remoção da completação e subsequente instalação dos CSBs.

  • Sem sonda (ou Rigless): onde a instalação dos CSBs é feita sem a necessidade de retirada da completação, ou seja, a completação existente será parte integrante do poço abandonado ao final do processo. Nesse caso, não há a necessidade de uma sonda de intervenção, e todas as operações necessárias para a instalação dos CSBs são feitas através da completação existente, ou seja, em modo thru-tubing.

Em ambas as categorias de intervenção descritos acima, deve-se atentar às boas práticas da indústria para preservar, manter o controle e a integridade do poço durante e após todo o processo de abandono.


No caso das intervenções tipo rigless/thru-tubing, existe um grande potencial de redução dos custos totais de operação embora, em geral, exija um número maior de atividades e consequentemente tempo maior para a execução. São várias as abordagens e técnicas thru-tubing usadas nas etapas de preparação do poço até a instalação dos CSBs. Entre elas destacamos as seguintes:

  • Slickline (arame) - Um cabo de metal fino não elétrico usado para colocação seletiva e recuperação de acessorios e/ou ferramentas no poço.

  • Wireline (cabo eletrico) - cabo elétrico usado para descer e recuperar ferramentas especializadas no poço com a capacidade de coletar e transmitir dados para a superficie.

  • Coiled Tubing (flexitubo) - Um tubo flexível, longo e contínuo enrolado em um carretel (para transporte) que é descido/empurrado no poço com várias finalidades, desde a simples circulação/colocação de fluidos, instalar/recuperar acessórios e/ou ferramentas, até operações mais complexas tais como perfilagem, canhoneio, etc.

As técnicas descritas acima são abordagens convencionais, largamente aplicadas e conhecidas na indústria O&G, entretanto existem outras técnicas em desenvolvimento que poderão agregar valor nos cenários de intervenção e abandono de poços. Assim como os materiais alternativos para a composição dos CSBs (discutidos pela A|F Consulting Partners no artigo Materiais Alternativos e Emergentes para Abandono de Poços), devem ser testados previamente e validados no campo antes de serem utilizados como uma opção viável. Da mesma forma, estas novas técnicas deverão seguir os critérios do Sistema de

Gerenciamento de Integridade de Poços (SGIP) e as boas práticas da Indústria.


A futura demanda e os desafios para abandono de poços no Brasil, traz uma oportunidade interessante como campo para a implementação de soluções inovadoras, sejam elas em materiais alternativos, novas abordagens e técnicas de intervenção. E não somente na área tecnológica como também no âmbito do gerenciamento de processos operacionais onde o conceito de projeto integrado ganha força pelos benefícios da otimização e redução de custos, agora com ênfase na redução das emissões de carbono e aderência a uma postura de ESG (ambiental, social e governança).


Finalmente, é sempre bom destacar que tudo isso só será possível, sob um consenso, através do envolvimento de uma força de trabalho bem treinada e qualificada nos requisitos técnico-regulatórios que a área de intervenção e abandono de poços exige. Nesse sentido, operadoras, companhias de serviço, área acadêmica e agentes regulatórios deveriam cooperar para estabelecer um ambiente favorável para que isso se estabeleça assim como também a implementação de soluções inovadoras (materiais alternativos, novas técnicas etc.) para os desafios postos para o abandono de poços.





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